sexta-feira, 16 de março de 2012

POESIA COMO TERAPIA OU DESABAFO POÉTICO




Olá amigos.

Há algum tempo atrás iniciei este blog como um exercício de curiosidade, achava uma ferramenta de expressão muito interessante, simples e democrática, pois qualquer um pode a qualquer momento criar um blog sobre qualquer assunto e divulgar seu conteúdo, ou ausência dele para o mundo inteiro, sem exagero da figura de linguagem.
Este blog passou a ser minha terapia e meu terapeuta, uma ferramenta incrível contra tudo que tenta me apequenar, mágoas, rancores, raiva, incompreensão, ressentimentos, enfim tudo o que ocorre na vida de qualquer ser humano que se diga normal, pois todos sabem que de perto ninguém o é, ao mesmo tempo é o veículo de expressão dos meus melhores ( e piores ) sentimentos, dos meus melhores propósitos, que às vezes concretizam-se, e em outras tem o condão de não passar da intenção, mas assim somos todos nós, ou ao menos é, para uma enorme parte de nós ou do que somos, criaturas maravilhosas,  ainda imperfeitas, mas em aprendizado contínuo, rumo a perfeição relativa, pois perfeito só o Criador,
Muito recentemente encontrei outra forma de falar coisa séria, de dizer bobagem, de me emocionar e principalmente colocar pra fora o que fica atravessado na garganta, ou o que queima no meu íntimo. Catarse poética, vômito literário, só para vocês verem como dá para se falar da mesma coisa de forma diversa.
Hoje, encontrei na poesia, outra válvula de escape para aliviar a minha pressão interna, esvaziar de forma lúdica meus tormentos internos, e em outras ocasiões, metabolisar sentimentos muitas vezes carregados de acidez corrosiva, que se deixados em circulação, certamente me trariam doenças somáticas de difícil diagnóstico, pois toda sintomatologia do corpo material tem sua causa no espírito milenar, em sua própria tomada de decisões, no encadear infinito das experiências que nos levarão ao conhecimento pleno de nós mesmos, e ao sentimento vivificado no amor, não este amor que eu próprio decanto em poesia, mas o amor maior, do qual ainda somos alunos, aprendizes  de nível primário.
Pois é, redescobri a poesia  depois de muitos anos,  quem nunca tentou um versinho que seja, não sabe o que esta perdendo, se você é daqueles que fica com vergonha da pobreza dos seus versos, fica aqui o meu conselho: Desencana camarada, solte a franga.
Se seus versos carecem de talento, não esquenta, os meus também carecem,  faça-os de qualquer forma, o exercício vai melhorar dia a dia, via transpiração, a sua inspiração, não se deve ou pode, deixar na latência o que se recusa a calar no íntimo.
Como muita gente que conheço, ousei na juventude a cometer alguns versos, ingênuos, infantis, rimando amor com dor ( ainda faço isto de forma dissimulada ), e muito recentemente,  voltei a versar,  como já disse.
Tudo começou de tanto ler aquela frase da página inicial do FACEBOOK.  No que você esta pensando?  Esta aparente bobagem desencadeou um processo de me fazer pensar no que ocorria no meu cotidiano, vejam bem, uma bobagem desta, melhor dizendo, uma bobagem aparente, pois se você for dar uma atenção real e mais profunda ao questionamento, serve para de imediato, se fazer uma revisão íntima, e no processo,avaliar nossas escolhas de ação sobre tanta coisa que acontece no decorrer de apenas 24 hs de nossas vidas. Há um segundo tudo estava em paz...
E foi desta maneira prosaica, que ao pensar nos meus pensamentos, se me permitem a licença poética, foi que comecei a juntar palavras, sons,inspiração, um tiquinho de conhecimento, mas sobre tudo, SENTIMENTOS, em forma de poesia ou algo que tenha a pretensão de  parecer poesia.
Através dela falo o que não teria coragem de dizer de outra forma, se bem que as páginas deste blog, são testemunhas vivas de minhas alegrias e sofrimentos, nada que seja incomum, nossas existências tem uma similaridade impressionante, apesar de nossa individualidade, nossas alegrias e nossas dores,  detém uma semelhança avassaladora, frequentamos na grande maioria a mesma sala de aula, alguns mais avançados outros mais a retaguarda, mas o colégio é o mesmo para todos.
O artista em geral tem uma alma diferenciada, não poderia ser diferente, pois trás dentro de si tantas expressões, que acaba por não saber mais quem ele é propriamente, por isso trazem aquele alheamento, aquele distanciamento da dura realidade, pois ela não reflete o seu mundo íntimo, é uma alma multifocal, sua vida é pautada por valores morais, éticos e estéticos muito diferentes do que vemos no cotidiano vivido pelo restante dos seres viventes, o artista real, respira sua arte, vive através de suas personagens, de seus enredos, de sua visão muito particularizada do universo, enfim, vive de sua fantasia.
Dentre toda a gama de artistas, atores,fotógrafos, pintores, músicos, escultores etc etc etc os poetas verdadeiros, infelizmente não posso incluir-me entre eles, vivem de transformação, transformam a dura realidade de tantos sentimentos e experiências em textos, fábulas, histórias, e é através de sua visão, que podemos vislumbrar novos conceitos, novos prismas, novos ângulos, para velhos questionamentos.
Vou exemplificar. Como vocês definiriam uma lágrima? Secreção da glândula lacrimal, esta é uma de suas definições, já um poeta definiria a lágrima da seguinte forma. A lágrima é a materialização do sentimento. Acho que só com isto embasei  toda minha argumentação.
Dedico  este texto  simples na forma mais rico de intenção, à todos aqueles que através de sua arte, tornam nossas vidas mais incríveis, que nos possibilitam ver que é possível sonhar e perceber que a realidade que nos cerca está carreada de beleza, de sons, cores e formas diversas.
Em virtude do Dia da Poesia ,quero hoje destacar estes seres à parte da criação, os poetas, que com sua visão amplificada do universo, e da sintonia fina que tem com as palavras, seus significados e sons, tornam tudo mais belo, radiante, luminoso, enfim poético.
E dentre todos estes, permitam-me destacar minha amiga Regina Vilarinhos, que ousa reunir um bando de gente doida, aluada mesmo, em torno de uma iniciativa tão incomum nos dias de hoje, como é o Sarau Poético da Toca do Arigó, em Volta Redonda, que Deus te preencha de vocábulos, luz, sons, sentimentos, pois é disto que se trata a poesia.
Um grande abraço a todos, possa Deus tornar nossas vidas textos  poéticos de rara beleza.
Ricardo M


Segue minha singela homenagem à todos em forma destes versos tortos, como torto é meu coração.

NECESSIDADE VITAL

Faço,por total necessidade
Pra que toda insanidade
Não invada meu mundo mental
Faço poesia torta
Porém,pouco me importa
O resultado final
Poesia é a alquimia
Que transforma a escuridão e a tristeza
Em luz, sonho e beleza
Transformandodor em alegria
Faço rima desconexa
Mas também não me interessa
O que disto vão dizer
Escrevoestes versos tolos
Sem toda e qualquer pretensão
Declamo-os em frente a todos
Que me olham espantados
As vezes sem me entender
Faço poesia com a alma
Porque ao fazê-lo acalma
A dor da minha ilusão
Falo de tudo um pouco
Parece coisa de louco
Tudo o que tenho a dizer
Invadem-me mil pensamentos
Sorriso envolvido em lamentos
Que procuro de todos ocultar
Escrevo por inconsequência
Negando qualquer evidência
Que não tenha aprendido a amar
Faço poesia por sobrevivência
Usando de certa ciência
E às vezes de impaciência
Procuro sons pra rimar
Faço tudo de improviso
Pois, tudo o que é preciso
E se falar com emoção
Poesia de mar e brisa
Terremoto e furacão
Vejo poesia em tudo
Recuso-me a ficar mudo
Com tanto que tenho a contar
Poesia sem sentido
Que chega a doer o ouvido
De quem fica a me escutar
Poemas de rara beleza
Que me deixam na incerteza
Que fui eu mesmo a versar
Não tenho medo de nada
Sou viajante na estrada
Também chamada de vida
Faço trova bem modesta
Com a intenção manifesta
De lamber a própria ferida
Grito aos quatro cantos do mundo
Estes versos vagabundos
Que vivem na imaginação
Faço poesia banal
Contudo acho normal
Às vezes falar por falar
Melhor que o choro contido
Do poeta enrustido
O do verso interrompido
Que corroí o coração.

RICARDO M




domingo, 29 de janeiro de 2012

NECESSIDADE VITAL

Por que faço poesia?
Faço, por total necessidade
Pra que toda insanidade
Não invada meu mundo mental
Faço poesia torta
Porém,  pouco me importa
O resultado final
Poesia é a alquimia
Que transforma a escuridão e a tristeza
Em luz, sonho e beleza
Transformando a dor em alegria
Faço rima desconexa
Mas, também não me interessa
O que disto vão dizer
Escrevo  estes versos tolos
Sem toda e qualquer pretensão
Declamo-os em frente a todos
Que me olham espantados
As vezes sem me entender
Faço poesia com a alma
Porque ao fazê-lo acalma
A dor da minha ilusão
Falo de tudo um pouco
Parece coisa de louco
Tudo o que tenho a dizer
Invadem-me mil pensamentos
Sorriso envolto em lamentos
Que procuro de todos ocultar
Escrevo por inconsequência
Negando toda e qualquer evidência
Que não tenha aprendido a amar
Faço poesia,  por sobrevivência
Usando de certa ciência
Às vezes de impaciência
Procuro sons pra  rimar
Faço tudo de improviso
Pois, tudo o que é preciso
É se falar com emoção
Poesia de mar e brisa
Sobre a onda que desliza 
Terremoto e furacão
Vejo poesia em tudo
Recuso-me a ficar mudo
Com tanto que tenho a contar
Poesia sem sentido
Que chega a doer o ouvido
De quem fica a me escutar
Poemas de rara beleza
Que me deixam na incerteza
Que fui eu mesmo a versar
Não tenho medo de nada
Sou viajante na estrada
Também chamada de vida
Faço trova bem modesta
Com a intenção manifesta
De lamber a própria ferida
Grito aos quatro cantos do mundo
Estes versos vagabundos
Que vivem na imaginação
Faço poesia banal
Contudo acho normal
Às vezes falar por falar
Melhor que o choro contido
Do poeta enrustido
O do verso interrompido
Que corroí o coração.

RICARDO M

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

FELIZ LIVRO NOVO


Recebi de um grande amigo, o André, um e.mail com este título, cheguei até a pensar que seria uma campanha para doação de livros, mas estava enganado, era ainda mais importante que um livro, e olha que para mim,  eles têm uma importância enorme na formação de quem eu sou.
Tratava-se de uma crônica, que a pretexto do final deste ano, e consequentemente início de outro, dizia que em todo início de um novo ano recebemos um livro em branco, no qual iremos escrever página a página nossa própria história de vida, pode até parecer um lugar comum dizer que somos os autores de nossa própria história de vida, mas quantas vezes convenientemente, nos esquecemos desta realidade, para falsamente  colocarmos o desfecho de nosso enredo nas mãos de outros  escritores.
Tentamos frequentemente colocar o destino de nossa personagem sob a responsabilidade de outro escritor, que tem por sua vez , apenas uma responsabilidade real, qual seja,  a de escrever o seu próprio livro da vida.
E foi ao ler este e.mail,  que a princípio parecia tão comum, que fiquei a pensar no que eu próprio havia escrito no meu livro de 2011, e vou dizer uma coisa, como em quase toda reflexão íntima que se proponha a ser sobre tudo honesta, não foi sem um determinado espanto que reli algumas desta páginas.
O que mais me constrangeu, foi verificar que durante mais de um terço deste ano, muitas páginas ficaram incompletas, cheias de espaços em branco, algumas borradas, impossibilitando a leitura.
Perdi tempo precioso sem a mínima inspiração para escrever algo digno de nota, páginas onde percebi apenas manchas que pensei serem causadas por algum líquido que eu tivesse derramado no meu livro por descuido, mas como eram tantas e em sequência me vi forçado a repensar o contexto destas ocorrências e muito constrangido percebi que não era um líquido qualquer que havia manchado estas paginas, muito espantado percebi que eram lágrimas que haviam atravessado o ano de 2010 e conspurcaram uma grande parte do meu LIVRO NOVO do ano de 2011.
Tento me consolar, consolo porco, como diria um  outro amigo, que tudo foi aprendizado, o que de fato foi, mas até para aprender  existem métodos mais adequados, mais eficientes, e principalmente muitíssimo menos dolorosos, com o agravante enorme de eu ter prometido a mim mesmo, que o ano que estava por chegar, o ano de 2011 seria diferente, se tiverem dúvida é só lerem o texto referente ao final do ano que passou
Não estou envergonhado da minha fraqueza, afinal sou humano, mas sinto-me um tanto quanto estúpido por só agora perceber a minha inércia literária nestes momentos, linhas mal traçadas, conjugação verbal errada, ausência de concordância, ignorância total das regras gramaticais que regem toda estrutura de nossos textos de vida, logo eu que me julgava um escritor experiente, se não fosse trágico seria cômico.
Mas, a Sabedoria Divina, conhecedora de todos os meandros da nossa narrativa, guiada por esta bondade extrema, com a qual trata toda sua criação literária, se posso usar a metáfora, sempre disponibiliza um novo livro, uma nova chance de escrevermos um verdadeiro best seller, um campeão de vendas.
Como esta Sabedoria esta atrelada a um outro atributo que é o da Justiça Perfeita, não podemos, nem devemos reclamar das condições deste novo livro que agora  nos será entregue no ano que está por iniciar-se, não seria justo, convenhamos,  recebermos o mesmo tipo de papel, lápis e caneta, de quem cuidou com zelo do livro do ano anterior, uma professora tem conceitos diferentes para o aluno que caprichou na caligrafia, cuidou de encapar bem o seu livro, e entregou todas lições em dia, enquanto o outro deixou lições incompletas, ou por fazer, borrou  páginas e deixou em casos mais  extremados  páginas do livro serem arrancadas.
MERITOCRACIA, neste conceito de justiça, tudo o mais encontra seu respaldo, temos o que fazemos por merecer, nada mais lógico e mais perfeito.
Somos herdeiros de nós mesmos, autores de nossa própria história, ou qualquer outra frase de efeito que quiserem escrever, no final, ou para me ater a metáfora, no epílogo deste livro, o final feliz desta história estará sempre sob a responsabilidade do autor e de ninguém mais.
É claro que nesta imensa biblioteca, onde zilhões de livros são escritos, dia após dia, muitas história se entrelaçam, aliás todas as histórias entrelaçam-se, de uma forma ou outra,  algumas de forma direta outras de forma indireta, mas tenham certeza nossas histórias são interdependentes, totalmente.
Lemos parcialmente o enredo dos outros e em contra partida os outros parcialmente leem os nossos textos, e assim, de página em página, capítulo em capítulo, volume em volume, vamos completando nossos livros e preenchendo as prateleiras desta enorme biblioteca que chamamos de vida.
Vou mais uma vez tentar ser um escritor mais efetivo, TENTAREI, vejam bem o tempo do verbo, tentarei  escrever uma história com final feliz, uma história repleta de ética, bom senso, cheia de personagens bem estruturadas, vencedoras, cuidarei mais de cada página, para que não tenham tantas rasuras, erros de concordância, enfim de uma gramática que se não pode ser ainda  perfeita, que ao menos seja agradável a leitura, principalmente pelo próprio escritor, neste caso eu mesmo.
Tomara que ao ler ao final de 2012, o livro a ele referente, eu possa dar muita risada, me emocionar profundamente, e se verter algumas lágrimas, que sejam de reconhecimento ao nosso GRANDE EDITOR,  por haver mais uma vez apostado nos meus dotes literários e me haver dado  uma nova oportunidade de que já que não posso mudar o que já foi por mim  mesmo escrito, ao menos transformar o desfecho final deste LIVRO, para um final feliz, se fosse um filme ao invés de um livro, ao final da projeção, no lugar de THE END, pudesse ler HAPPY END.
Quanto aos filmes. Isto é outra história.
Desejo a todos um Feliz Livro Novo, repleto de boas histórias, repleto de finais felizes.
Um grande abraço e que o GRANDE EDITOR, possa inspirá-los em suas HISTÓRIAS.

Ricardo M

P.S.

 Em virtude de todo este corre corre de final de ano, não consegui postar  este artigo antes de iniciar-se este ano, neste intervalo de tempo perdi um amigo, Paulo Roberto Villela, marido da  minha amiga Solange Wehaibe,  proprietários da livraria VEREDAS.
Os dois são responsáveis por muitas realizações importantes no setor cultural de nossa cidade, Volta Redonda RJ.
Paulo um intelectual sem pretensão de ostentação, homem de sorriso tímido, contudo sempre acolhedor, de fala macia, é um ótimo exemplo de quem soube escrever uma história de vida coroada de sucesso, ético,  generoso, enfim  um escritor best seller.
O fato serviu-me de alerta, conheço poucas pessoas que podem submeter suas histórias de vida, ou dando continuidade a metáfora do texto, seus livros a apreciação do Grande Editor de cabeça erguida..
Paulo construiu uma obra literária de valor inestimável, mas um outro fato deve ser apreendido com tudo o que aconteceu, não importa quão bom escritor possamos ser, nunca podemos esquecer de uma realidade que muitas vezes nos escapa ao entendimento, todos os livros, digo TODOS mesmo, não nos pertencem, são empréstimos que fazemos junto a esta BIBLIOTECA DIVINA e que dia menos dia, sem aviso algum seremos chamados a  ELA devolvê-los e a dar conta da nossa produção literária.
Mesmo sem grande qualificação, torno este texto uma homenagem ao amigo que parte temporariamente  para longe de nossos olhos materiais, mas não tão longe que não possa receber nosso preito de gratidão por tudo que nos legou.
Paulo receba esta singela homenagem, minha prece em forma de texto,, com certeza nosso Pai Maior tem planos de escrever algo muito importante, por isto sua presença foi requisitada.
A gente com certeza, ainda se encontra em alguma destas inúmeras bibliotecas do universo. Até este dia meu amigo

Ricardo M 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CAIXINHA DE SURPRESAS


Olá amigos.
Assim como o futebol, a vida é definitivamente uma caixinha de surpresas, quando você pensa que já passou por tudo, que já viu  tudo o que havia para ser visto, quando já experimentou o que poderia experimentar, o vocábulo inusitado passa a fazer parte do seu dicionário.
E aí esta o grande barato deste exercício cotidiano que denominamos VIVER.  Gonzaginha já nos fez esta pergunta. E a vida, e a vida o que é? Diga lá meu irmão. Ela é a batida de um coração? Ela é uma doce ilusão? Eu de cá arriscaria um... Sei não! 
Sem rodízios vou logo falando o que penso, a vida é aprendizado, e  portanto, como o aprendizado é infinito e inesgotável, assim é a vida, um exercício constante e infinito rumo ao autoconhecimento e ao conhecimento de tudo o que nos cerca.
Seguindo a lógica irracional dos meus textos, se é que existe tal coisa, lógica irracional,  e como para todo efeito existe uma causa, não é por loucura simples que estes pensamentos vieram me visitar, é loucura elaborada.
Meu amigo Herbert Viana em uma de suas músicas, faz uma constatação aparentemente simples na forma, mas com uma carga de significado tão ampla quanto o universo. Há um segundo tudo estava em paz.  Tentem  não se aterem apenas ao espírito da palavra,  mas sim adentrar a palavra do espírito, não vejam aí conotação religiosa, é apenas questão de reflexão íntima.
Há um segundo tudo estava em paz... E no segundo seguinte tudo se transforma, onde havia risos, o choro se faz presente, onde havia harmonia o caos se instala, onde havia luz a presença das trevas se faz sentida. Graças a Deus, o inverso também ocorre, mas sem tamanho impacto de reflexão, a saída da zona de conforto sempre é mais intensamente vivenciada, do  que o seu retorno a ela, apesar da sensação de alívio sentida quando transpomos algum obstáculo, quando vencemos algum desafio.
Um simples reencontro me fez fazer todas estas digressões, pensava eu já ter minha vida definida, em curso certo, com destino de chegada definido, ledo engano, mal sabia eu com  quanta novidade eu ainda me defrontaria após o segundo da mudança, aquele segundo que me retiraria da minha zona de conforto e me jogaria no olho do furacão.
Quanta mudança se processou em menos de três anos na minha vida, 900 graus, duas voltas inteiras e meia, é a minha sensação, vi o mundo em outra perspectiva, não muito agradável, diga-se de passagem,  de cabeça para baixo no primeiro momento, e ainda agora em um plano  bastante inclinado.
Vivenciei emoções inusitadas, descobri  possibilidades insuspeitas, me reinventei, e neste processo descobri o quanto ainda tenho por ser revelado, o quanto ainda tenho para experimentar e aprender sobre mim mesmo, poderia ter sido  um fato qualquer, ou uma pessoa qualquer, mas coube a você, por contingência do destino, sempre tão insondável, ser o agente catalizador desta transformação bárbara, que ocorreu na minha vida, mudando a percepção que eu tinha de mim mesmo, e no processo encontrando  uma nova maneira de me relacionar com as pessoas.
Não foi fácil não, mas ter minha vida tangenciada pela sua naquele momento crítico de tomada de decisão, me levou a enxergar de forma  clara e sobretudo definitiva que o caminho até então percorrido, não tinha via de retorno, seria outro o meu destino de chegada, foi um divisor de aguas, adoro esta expressão, me faz pensar em Moíses, que na minha imaginação tem o rosto de Charlton Heston é inevitável para a minha geração.
O fato é que ao atravessar o meu Mar Vermelho, me vi em terras desconhecidas, que percorro em passos hesitantes, cautelosos, os ecos da última experiência ainda reverberam na alma, mas nada que me faça deixar de prosseguir a caminhada, é trajeto percorrido, mesmo que os pés em carne viva sejam uma lembrança pouco agradável.
O fato é que você mudou minha percepção, me descortinou um mundo de possibilidades que eu julgava a mim vedadas, nossa interação não é de agora, sei por saber desta verdade, nossos espíritos são afins, afeto verdadeiro, apesar de extremamente confuso, mas é assim mesmo.
Nos entendemos e nos desentendemos, nos atraímos e nos repelimos, mas posso dizer, me sinto um privilegiado pela experiência.
Hoje nossas vidas tomaram rumos distintos, você segue seus caminhos na tentativa comum a todos de auto descobrimento, o mesmo caminho que percorro tendo outros companheiros de jornada, mas tenha certeza de uma coisa, afeto real é eterno, imorredouro.
Talvez aqueles que se arriscarem a ler este texto não possam entender a motivação de tê-lo escrito, contudo como já disse anteriormente, isto aqui tornou-se um binômio de terapia-terapeuta, mas penso que como as experiências são muito semelhantes, vocês entendam, que isto tudo nada mais é, que um tributo de gratidão, uma homenagem que presto através de uma pessoa a tantas outras que compõe o mosaico da minha existência, que me enriqueceram com a sua convivência, que fizeram cada segundo ser um momento de transformação, e agradeço a Deus por assim ser, o contrário tem por nome, estagnação.
Viver é assumir riscos, alguns calculados, outros nem tanto. Let it be.
Um grande abraço a todos, hoje em especial a você a quem foi dedicado estes pensamentos imperfeitos. Até o próximo surto..
Fiquem todos sob a proteção de Deus
Ricardo M

sábado, 5 de novembro de 2011

CORAÇÃO INSENSATO ( Letra de Samba )

Ah! Coração insensato
Já nem se liga no fato
Insistindo em tentar
Só consegue se iludir
Fingindo não ouvir
O que tento te explicar
Encontrar um amor de verdade
É  beco sem saída
Só um em sua vida
Já é raridade
Contudo você não me escuta
Prossegue na luta
Sem querer entender
Esquece a própria vivência
Negando a evidência
Fingindo não ver
Quem disse te amar
Falou por falar
Terminou sempre em dor
Depois você chora baixinho
Soluça, reclama
E eu cá na minha cama
Não consigo dormir
E mais uma vez eu te explico
Consolo,suplico, fingindo supor
Que desta vez você entenda
E vê se se emenda
Pois nesta contenda
Sou professor
Te peço, tenha piedade
É que em questão de saudade
Te digo sem vaidade
Já me tornei Doutor
Insensato coração
Sei que te falo em vão
Só faz a sua vontade
Ignora minha agonia
Pois quem vive na tempestade
Enjoa na calmaria.

Ricardo M          Cartola que me aguarde. rsrsrsrs.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

SPC - SERASA - BACEN - RECEITA FEDERAL

                     
Olá amigos
Proponho a todos uma pequena brincadeira, vamos usar nossa imaginação, vou lhes passar algumas imagens e algumas tarefas imaginárias, mas tudo tem que ser feito com exatidão e boa vontade de brincar. Vamos lá!
Vamos imaginar que temos um Limão em nossa mão esquerda e uma faca na mão direita, um limão daqueles de casca verde claro, brilhante, fina, suculento. Visualizem o limão em suas mãos, vamos então cortar este limão ao meio, sentir o suco que escorre entre nossos dedos, apanhar uma das metades e espremer direto em nossa boca. Se vocês fizeram isto da forma pedida, tenho certeza absoluta que o azedo do suco deixou suas bocas cheias de saliva.
Agora vamos repetir o mesmo exercício usando uma fruta diferente, vamos visualizar uma  Potuca em nossas mãos, cortá-la ao meio e repetir o processo de espreme-la diretamente em nossas bocas. Sentiram?  Não?   Por quê? Claro que a resposta para todas estas questões, será a mesma para todos. O que é uma POTUCA?  Não conhecem??????  Nem eu...
A brincadeira acima serve para que eu possa embasar toda a minha argumentação, só podemos sentir, sob todos os aspectos que envolvem nossos cinco sentidos básicos, e além deles, o que nossa experiência comporta, ou seja, só podemos avaliar o que conhecemos, a mesma argumentação serve para todos os outros aspectos de nossa vida.
Só reconhecemos no outro aquilo que trazemos dentro de nós, aquilo que já foi experimentado, aquilo que foi vivenciado, enfim o que foi sentido.
Preciso indubitavelmente do outro para saber quem  eu próprio sou, o olhar do outro me define.
Quando falo que alguém é invejoso, é que este sentimento apesar de solenemente negado até a morte, é de fato por mim conhecido, já foi vivenciado e conjugado na primeira pessoa.
Quando digo que alguém é maledicente, ou no popular, fofoqueiro, eu também reconheço ter sofrido da mesma patologia d alma, apesar de tentar me enganar que detesto fofoca. É sempre assim, vivemos sempre em negação ao que de fato somos.
Peguem qualquer sentimento, maior ou menor e submetam ao teste, não tem como se furtar a regra, só conheço o que trago ou já trouxe impresso em meu espírito, caso contrário, estaria em completa ignorância em relação ao que estivesse vivenciando. POTUCA, não teria sentido.
O que me levou a pensar e escrever sobre tudo isto, foi uma sensação indelével, que já há algum tempo, recusa-se terminantemente a me abandonar,  apesar do esforço enorme de submergi-la, sempre me vem à tona, sensação muito comum a todos, a de se sentir injustiçado, caluniado.
Tenho um conhecimento vasto, proporcionado pela leitura constante, uma curiosidade enorme sobre tudo e um desejo insaciável de aprender, contudo meu conhecimento ainda está longe de transformar-se em sabedoria. Conhecimento não é sinônimo de  inteligência, eu que o diga. Tomei inúmeras decisões que contrariavam frontalmente tudo o que eu já sabia.
LIVRE ARBÍTRIO, posso escolher conforme minha vontade, mas em contra partida tenho que assumir o resultado da escolha, não há nada melhor para explicitar a Grandeza do Criador. Liberdade de Escolha e Responsabilidade perante ela. JUSTIÇA PERFEITA.
Tudo o que aqui escrevo, escrevo em primeiro lugar para materializar meus sentimentos, minhas emoções, uma forma de tornar palpável o que me vai pelos meandros da alma, uma forma de exorcizar tudo o que me retém a jornada, tudo o que me paralisa de certa forma, portanto é disto o que se trata.
Não sou credor de ninguém, apesar de neste exato momento,  meu espírito tentar sucumbir a tentação de fazer as cobranças indevidas das quais no recôndito da alma me julgo credor, mesmo SABENDO que não me cabe nenhum direito de faze-las.
Estão vendo como funciona a questão? Conhecimento x Negação. Consolo-me com o reconhecimento da minha inferioridade moral, que só através de muita jornada, muito caminhar,  poderei  chegar um dia à luz plena do conhecimento tratado com discernimento, ou seja, sua transmutação em SABEDORIA.
Este recado é para mim mesmo em primeiríssimo lugar e para quem quiser escutá-lo. NÃO SOMOS CREDORES DE NINGUÉM, portanto deixemos a postura de vítimas, quando na maioria das vezes, somos nós os algozes.  Somos nós os críticos severos da vida alheia,  quando não damos conta da nossa própria vida, somos nós os cobradores impiedosos de nossos companheiros de viagem, quando não pagamos nossos próprios débitos, somos réus inconfessos, tentando exercer o papel de juízes do proceder do nosso próximo, não temos este direito
Muito ao contrário, somos eternos devedores perante a LEI DE AMOR, que a tudo e a todos ordena, com suprema Justiça e Bondade, perante a esta Lei sempre temos a chance da renovação do aprendizado, até que por esforço próprio, possamos ostentá-lo como conquista legítima, no íntimo de nossos corações.
Espero que minha alma entenda e aceite o que aqui escrevo e proclamo: A todos aqueles que julguei indevidamente meus devedores, saibam que suas promissórias caducaram, seus cheques sem fundos foram retirados do meu BACEN interior, que suas promessas não cumpridas foram reconsideradas à luz das minhas próprias, inúmeras, que deixei  eu mesmo de cumprir, no meu SPC, não há mais ninguém negativado, meu SERASA fechou as portas, na minha  RECEITA FEDERAL, não há mais impostos devidos.
Peço aos meus credores a indulgência de fazerem o mesmo em relação a mim, mas aí já é outra questão.
Só de escrever isto tudo minha alma já está mais leve, que assim ela possa permanecer.
Um grande abraço a todos, fiquem com Deus.
Ricardo M.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

TUDO PASSA

Olá Amigos.
Quando alguém me diz com o peito todo estufado de orgulho, cheio de pompa e circunstâncias,  que é EXPERIENTE, meu personal  translator das Organizações Tabajara, ou seja,  meu tradutor interno, me diz a seguinte coisa: - Este aí já fez muita M...A na vida.
Experiência,  via de regra, traduz-se pelas inúmeras tentativas que redundaram em fracasso, até que por insistência, aprende-se o Caminho das Índias, ou seja, de tanto esmurrar a ponta da faca,  um dia percebe-se que se está sem as mãos e aprende-se a inutilidade do ato.
 Eu quando mais novo, costumava dizer que esta tal experiência, era um pente que davam para o homem quando ele já estava careca, mas há muito parei de pensar desta forma por acreditar que conhecimento é cumulativo e imorredouro, assim como as transformações morais.
 São todos atributos do espírito, em sua longa jornada de aprendizado em direção a angelitude e a sabedoria.
Toda esta digressão me ocorreu em virtude de ficar pensando sobre a passagem do tempo ou a percepção individualizada e única que fazemos de sua passagem. Já perceberam como se tornou comum entre nós dizermos  que o ano passou rápido demais? Como se por algum sortilégio os minutos tivessem menos que os 60 segundos usuais, ou que por um passe de mágica,  o dia tivesse encurtado o seu número próprio de horas.
O tempo é esta entidade amorfa, indefinida, quase ficcional, não aprendemos ainda a pensar em conjuntos abertos.
 Infinito e eternidade, continuam sendo apenas conceitos metafísicos de difícil compreensão e aceitação, por isso precisamos de unidades de valores fechados,  que possam nos dar uma sensação  de normalidade, de limites, pois ainda somos  nós mesmos extremamente limitados, precisamos pensar em conjuntos fechados, princípio, meio e fim.
Vocês devem estar pensando: O que leva uma pessoa a pensar tanta coisa aparentemente desconexa? 
O que me levou a tanta prosopopeia para bovino adormecer, ou seja, conversa para boi dormir, foi perceber que eventos recentes que eu pensava terem desencadeado o fim do mundo, pelo menos para mim, ocorreram há mais de um ano.  É meus amigos,  o tempo voa, ou ainda melhor, o mundo gira e a Lusitana roda, como dizia uma propaganda de uma transportadora, ou para ficar em algo mais contemporâneo... A fila anda. Oh! Se anda, eu que o diga.
A percepção da passagem do tempo é única para cada um, envelhecer para grande maioria das pessoas, constitui-se em uma maldição, uma tragédia a ser evitada a todo custo, não é a toa que a indústria de cosméticos e a medicina estética encontram-se atualmente entre os ramos mais rentáveis da atividade humana.
Quando eu falava com meu pai que estava louco para fazer dezoito anos para obter a tão sonhada carteira de motorista, sonho de dez entre dez jovens do sexo masculino, meu pai me olhava enfurecido e me dizia assim: -  Vai seu trouxa! Quando você tiver dezoito anos, você vai ver que quando menos esperar você está com quarenta. Quanta EXPERIÊNCIA.
Hoje depois de decorridos mais de meio século de vida,  putz, colocado assim estou me sentindo uma antiguidade, rsrsrsrs, o fato é que decorrido este pequeno período de existência, assim ficou melhor,  percebo a sabedoria oblíqua da tal observação do meu pai, somos iludidos por uma percepção equivocada que tudo passa rápido demais.
Como você conta o seu tempo decorrido?  Qual o seu processo íntimo de perceber a passagem do tempo?  Pois podemos escolher, como tudo na vida, a maneira de fazermos esta contagem.
Uma forma de contagem pode ser pelos fracassos, pelos planos nunca realizados, pelos projetos interrompidos, pelos sonhos nunca concretizados, pelas promessas que não foram cumpridas, pelos amores interrompidos, pelas fraturas da alma.
Outra forma pode ser pelo que foi alcançado, pelos planos que deram certo, mesmo que sejam poucos, e por isto mesmo,  mais memoráveis, pelos projetos finalizados, pelos sonhos que se tornaram palpáveis, pelas promessas concretizadas, pelos amores vivenciados, pois toda forma de amor vale a pena, pela benção que são os filhos, pelos inúmeros recomeços depois das quedas abruptas,  por tantos sorrisos, risadas e gargalhadas gostosas que chegaram a nos tirar o fôlego.
Façam sua escolha, ela é própria, única e individual, em minhas orações aprendi a não mais pedir força, pois eu posso com ela torcer o pescoço de alguém em um momento de raiva, mas sim pedir paciência e sabedoria para compreender minha humanidade, minhas limitações, para a partir deste marco inicial, tentar entender a limitação  e a humanidade de quem está ao meu derredor.
Aceitar que as pessoas chegam e partem de nossas vidas, e que isto não é motivo para desespero, outras de igual ou maior importância virão, sim,  por incrível que pareça outras melhores virão,  aceitar principalmente que as pessoas tem o direito de nos amarem e  de também  deixar de nos amar, sem que isto transforme-se  em  uma afronta ao nosso orgulho e a nossa vaidade, perceber que o mundo ao contrário do que pensávamos não deixou  de existir em toda sua plenitude porque fracassamos em uma empreitada, pois as chances, mesmo que nunca voltem a se repetir devido aos contextos próprios em que ocorrem,  serão renovadas e acontecerão em levas sucessivas, sempre renovando-se a cada oportunidade, mas aí vai um bom conselho, tente acertar de primeira se for possível, te poupará de muita angústia, espera e consequentemente de muito sofrimento.
Gentileza é a chave mestra que abre todas as portas.  Disse Memei, que ela é o primeiro degrau do paraíso. E com muita sabedoria falou o profeta que leva seu nome, que: - Gentileza gera gentileza.
Tentem manter a alma leve, nunca digam: - Vá para o inferno! Nem que no começo você diga assim: - Vá com Deus! Pelo menos até a metade do caminho, depois o diabo que te carregue. Rsrsrsrrs, claro que estou brincando, mas a gentileza é um hábito e como tal precisa ser desenvolvido e praticado com afinco, tem um pouco de renúncia e muito de generosidade.
Só assim a passagem dos anos serão  prazerosos, aí então, mesmo que você encontre amanhã aquele que  você pensa que te ultrajou, aquele de quem você se ache credor, e ninguém deve nada a ninguém, pois fazemos o que queremos e o que estamos aptos a fazer, não nos cabendo quaisquer cobranças, ou aquele que você julga ter te abandonado, você possa dizer com toda sinceridade: - Vai com Deus meu irmão ou minha irmã,  e que Ele te proteja durante todo seu percurso.  Eu ontem consegui realizar esta proeza e estou em paz comigo mesmo.
Olhando para trás, percebo que tudo, mas tudo mesmo,  de fato passa, tudo é passageiro, claro que existe o trocador e o motorista, mas sem brincadeiras, quando me diziam há um ano atrás que tudo passaria, eu tinha vontade de voar no pescoço de quem estava falando e torcê-lo, foi aí que mudei os meus pedidos de força por sabedoria. Entenderam? 
TUDO PASSA. Foi apenas esta singela frase que me fez pensar e ter vontade de compartilhar mais uma vez estes meus pensamentos imperfeitos.
Um grande abraço a todos vocês, e possa nosso Pai de infinita sabedoria, justiça e bondade, protegê-los durante toda sua caminhada. Fiquem com Deus.
 Ricardo M